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Gláucio Aouad Badaró

Sobre o autor:

Gláucio Aouad Badaró

Administrador de Empresas pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL e Acadêmico de Direito/FTC – Itabuna – Bahia.


E-Mail: glauciobadaro@uol.com.br

Polícia para quem precisa, mas quem não precisa da polícia?

Uma sociedade só é verdadeiramente democrática quando ela reflete a vontade do seu povo, garantindo as conquistas das liberdades de seus indivíduos e as necessidades básicas dos seus cidadãos. Nesse contexto o Estado tem a obrigação de criar e manter as condições necessárias para organizar essa sociedade garantindo o bem-estar e, quando necessário, intervindo para restabelecer a ordem social.

Foi preciso muitas lutas para se garantir os direitos humanos na Constituição, mas não se pode esquecer que o direito de um indivíduo termina onde começa o direito do outro e o principal papel da polícia é a manutenção da ordem social.


Durante o processo de ditadura militar qualquer reunião de estudantes era considerada uma associação criminosa. Passando pelo movimento dos caras pintadas exigindo as eleições diretas para Presidente e depois a saída do Presidente eleito por corrupção, encontramos jovens que redescobriram a força de ser de um cidadão.

Se outrora foram necessários tantos combates e lutas à mão armada, com a evolução da sociedade, torna-se cada vez mais importante que a força policial seja melhor preparada para solucionar os novos conflitos que agora surgem.

Assistimos passivamente, quase diariamente, a cenas de violência contra menores nos diversos jornais de televisão. Menores morrendo sob o fogo cruzado em um conflito entre a polícia e um bando de traficantes, menores que se drogaram e se prostituíram em baixo das marquises dos centros comerciais urbanos, menores infratores roubando os motoristas que param nos sinais vermelhos. E, se um desses menores, sequestrasse e estuprasse sua única filha, criada com tanto carinho e dedicação, o que você faria? Lembraria dos direitos da criança e do adolescente garantidos em nossa legislação?

Hoje, é imprescindível que os novos e os antigos policiais tenham uma formação pacífica e passem a utilizar menos a força e mais a inteligência, tendo em vista a continuidade e a garantia dos princípios constitucionais.

Existem policiais detidos por excesso ao descarregar seus revólveres contra bandidos armados que ameaçavam a paz e a tranquilidade da população, ao tempo que também encontramos exterminadores acobertados por superiores políticos circulando livres, fazendo justiça com as próprias mãos. Afinal, ainda existe na atualidade pessoas sendo consideradas acima da lei, simplesmente por terem exercido altos cargos públicos, infringindo a lei sem estar sujeito a nenhum tipo de sanção.

Assim sendo, a saída para a construção de uma democracia é a educação de seu povo, seja ele um cidadão comum, um político ou um policial do Estado, pois a sociedade é mutante e os costumes e as condutas sociais se transformam com o tempo, sendo necessária uma atualização constante na forma de agir e pensar de todos que almejam viver em comunidade.

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