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Euripedes Brito Cunha

Sobre o autor:

Euripedes Brito Cunha

Advogado e Pós Graduado em Direito Imobiliário pela Universidade Católica do Porto - Portugal. Conselheiro Vitalício da OAB/BA; Membros dos Institutos dos advogados da Bahia e Brasileiro; Presidente do Instituto Baiano de Direito do Trabalho e Membro Honorário da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA) Salvador – Bahia.


E-Mail: ecb@britocunha.com.br

As Causas da criminalidade

Conheci a cidade de Fortaleza, Ceará, ha lá estive há alguns meses, aproximadamente, e encantei-me com a alegre movimentação da grande frequência noturna encontrada na orla marítima, famílias, jovens, crianças, uma verdadeira multidão ordeira, e brincalhona, usando bicicletas para até 4 pessoas em linha, sempre vigiada pelo passar constante dos carros policiais.

Uma beleza que sempre deixava os soteropolitanos morrendo de inveja, quando nos lembrávamos da nojeira e imundície que é a nossa orla, e dos perigos de assaltos constantes que o local nos traz.

Mas, vejam só recebi hoje a visita de cliente cearense e tive a oportunidade de, mais uma vez elogiar a sua capital. Todavia, recebi em resposta, uma cara tristonha com as palavras – já se foi esse tempo. Hoje ninguém fica mais à rua além das nove horas da noite, até arrastões nas praias os pivetes estão fazendo, um horror!

Lembrei-me dos assaltos que já sofri, inclusive a mão armada e em um dos locais mais movimentados da cidade, defronte do Iguatemi, às onze horas da manhã. Cerifiquei-me de que Brasil (quase escreve com “b” assim, minúsculo), frente a ladroeira encontrada em todo o território nacional, em todas as camadas políticas dirigentes do “país”, em todo local, sem exceção. Ainda não li nos jornais ministério sem roubo, sem malandragem, localidade sem que a droga tenha tomado conta, livre, leve e solta.

Ainda assim, entristeci-me. É tudo igual. Pergunta-se agora a razão de tudo isto. Pobreza não é, pois se veem ministros, deputados senadores, governantes de qualquer do mais alto ao mais baixo, locupletando-se despudoradamente e sem qualquer punição ou ao menos a mais singela advertência. No lugar de punição, agradecimentos de toda ordem, só faltando as palavras, “puxa, demorou de aparecer”. Sr. Orlado Silva, (ministro do esporte, se não me engano), até que enfim, conseguimos ver o seu roubo claro, e bem valioso, hein? A nossa maior admiração e os maiores agradecimentos, até pensamos que o senhor sairia da ”turma dos malfeitores”, felizmente temos o que lhe agradecer! Foram mais ou menos as palavras da presidência dirigidas ao ex-ministro, sem que se desse a menor importância ao saque contra tesouro nacional. Mas também foi coisa do dia-a-dia sem importância.

Vemos, pois, que o crime alcança roubos de toda sorte, assassinatos de prefeitos, latrocidas em todas as classes sociais, até em recepção de calouros nas universidades. Uma lástima de fazer inveja a Hitler nos campos de concentração destinados a trucidar judeus e distribuir seus imóveis e fortunas entre os nazistas mais atrozes e chegados aos poder.

Mas qual a razão desse mal tão danoso e que se alastra com firmeza em nossa casa? Pobreza e analfabetismo já se viu que são causas, pois nenhum dos ministros e autoridades é necessitado, nenhum é totalmente analfabeto.

Segundo Lombroso, médico psiquiatra italiano dizia, o criminoso nasce criminoso, e até chegou a descrever o tipo físico do criminoso, como as maças do rosto salientes, a ausência de dor, dentre outras características físicas; ouros dizem que o criminoso é produto do meio social em que vivem, o que também não é verdade, uma vez que não há juma só autoridade desonesta originária da favela. E teorias outras existem para explicar o crime e o criminoso.

A mais atraente, todavia, é a teoria segundo a qual o crime é resultante de um micróbio que ataca a sociedade e se alastra como uma epidemia. Parece-nos a mais razoável interpretação para o alastramento incontrolável da criminalidade brasileira, presente em todas as camadas sociais, políticas, administrativas do país. Dentre as curiosidades a respeito deste assunto, há a teoria da vitimologia, que explica a existência do crime porque há pessoas que atraem para si mesmas o criminoso, nasceram para vítimas de crimes. Evidentemente inaceitável. Para conseguir debelar tal epidemia, é indispensável um estudo da maior profundidade, utilizando-se os mais dedicados cientistas da matéria no exterior, porque já se viu e vê a todo o momento, sem exceção de um só dia, pessoas atacadas e, na maioria das vezes, mortas de maneira cruel, sem qualquer razão aparente (ao menos), certamente vitimas do micróbio mortífero, incontrolável no Brasil e mais robusto e forte a cada dia. Fica aí o conselho: a contratação de cientistas competentes, no exterior para obtermos a exterminação desse micróbio tão devastador e invencível até agora, pelos nossos cientistas.

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