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Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

CONSULTA CONDOMINIAL

1- Recebemos nossos apartamentos novos e logo depois providenciamos a construção da Convenção e Regimento Interno do prédio. E agora precisamos eleger um síndico. Existe um perfil ideal para ser síndico? Muitos condôminos dão preferência a aposentados, por causa do tempo de dedicação e disponibilidade, é um perfil ideal? Rafaela Lícia.

Rafaela, ser síndico não é tarefa fácil. A responsabilidade, as cobranças dos moradores, a taxa de inadimplementos e os contratempos da função são alguns dos motivos que levam os condôminos a realizarem votações e até sorteios para decidir quem ficará à frente do trabalho, já que, por vontade própria, poucos querem. Não acreditamos que tenha esse perfil ideal e nem que um aposentado seja a pessoa ideal, por que o ideal para assumir a função é quem tem vontade de fazer esse trabalho. Um jovem, por exemplo, cheio de ideias e com responsabilidade, pode implementar melhorias para o condomínio. Defendemos que todos os moradores devam ocupar essa função em algum momento, porque o síndico tem muito trabalho e ele na maioria das vezes não é remunerado. E como não é fácil, acreditamos que todos deveriam assumir essa responsabilidade em um determinado momento.

2- No nosso prédio ninguém quer ser sindico e para resolver o impasse um dos condôminos sugeriu que contratássemos uma empresa para administrar o condomínio. Quanto custa contratar uma empresa que atue nessa área? Paulo dos Santos.

Paulo, sem sombra de dúvida, contratar uma empresa para realizar esse tipo de serviço tem sido uma tendência nas cidades de médio e grande porte, já que a correria do dia a dia acaba sobrecarregando as pessoas com muitas tarefas, e é normal que se recorra a empresas especializadas, que tem profissionais de todas as áreas – contábil, trabalhista, administrativa – para dar mais profissionalismo e agilidade aos trâmites internos. E, assim, o sindico vai trabalhar menos e ter tempo disponível para fiscalizar e checar o que precisa ser feito em termos de melhorias para o condomínio. Hoje se estima que entre 70% a 90% dos condomínios na Bahia contam com o trabalho de uma administradora. O trabalho dessas empresas é tão eficiente que existe uma procura grande por esses serviços. O preço varia de acordo de acordo com o tamanho e às necessidades do condomínio, e existem valores a partir de um salário mínimo. Pagando esse valor, muitas vezes, há até redução de gastos com outras coisas, o que acaba otimizando os custos. Os moradores de prédios que tem poucos moradores são os que menos procuram esse serviço, porque acham que não precisam, mas é um engano, porque o trabalho dessas empresas é um diferencial, é profissional. Além disso, esse tipo de trabalho feito pelas administradoras não interferem na autonomia do síndico. Ou seja, as empresa que atuam nesse setor, trabalham em parceria com o síndico, resolvendo e agilizando os processos, é tudo feito com a supervisão do responsável pelo condomínio.

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