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Euripedes Brito Cunha

Sobre o autor:

Euripedes Brito Cunha

Advogado e Pós Graduado em Direito Imobiliário pela Universidade Católica do Porto - Portugal. Conselheiro Vitalício da OAB/BA; Membros dos Institutos dos advogados da Bahia e Brasileiro; Presidente do Instituto Baiano de Direito do Trabalho e Membro Honorário da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA) Salvador – Bahia.


E-Mail: ecb@britocunha.com.br

A importância da educação

Para melhor dissertarmos sobre um determinado tema, consideramos ser necessário sabermos o seu significado, o seu conceito. Como aqui pretendemos escrever algo aproveitável sobre educação, importa saber o que vem a ser a educação sua importância no desenvolvimento de um povo, sobretudo tratando-se de um povo organizado política e administrativa, formando um pais, um estado, tal e qual o Brasil.

Educação pode ser conceituada como uma forma de comportamento social, é polidez, é cultura é atenção com os de mais, é até cumprimentar os seus semelhantes nos momentos adequados.

A Bahia, especialmente Salvador, ostenta peculiaridades religiosas, quitutes específicos e extremamente saborosos. Enorme quantidade de Igrejas e exemplares de arquitetura secular, acolhendo o único exemplar de uma igreja rococó encontrado o Brasil – a Igreja de Santo Antônio.

Salvador é de uma beleza natural em suas imensas praias, só comparável à indiscutível beleza do Rio de Janeiro. Lamentavelmente, a total ausência de educação é exibida a cada instante, nos shopping centers, nos elevadores, nas salas de espetáculos, a maior demonstração da absoluta ausência de educação é encontrada nas ruas, isto é, no trânsito; é uma triste constatação.

A grande movimentação de carros e de pessoas nas ruas, levou as autoridades a criar uma legislação específica para o trânsito e a plantar nos logradouros públicos, sinais orientadores. Um desses sinais é a pintura em branco no chão das ruas, em listras no mesmo sentido das calçadas, e que vão de um lado ao outro da rua, para permitir a travessia das ruas pelos pedestres com tranquilidade, porque a chamada passarela é um sinal para que motorista fique atento e, ao ver alguém aproximar-se para atravessar, diminua a marcha e pare o veículo antes da passarela, permitindo uma travessia segura ao pedestre.

Pois bem, saíamos, eu e um amigo, de um centro de compras, para atravessarmos a rua, onde se via bem destacadamente, a passarela de listas sobre o asfalto preto.

Ao perceber que ele ia lançar-se sobre o sinal pintado no chão segurei o seu braço para impedir aquela “loucura” adverti: não faça isto, olhe os carros!!!!!. Mas tem o sinal, eles têm que parar! , disse ele. Fui obrigado a responde: não aqui e, logo, as viaturas passaram velozmente para espanto do meu amigo.

É apenas um exemplo, pois aqui não há regra de transito que mereça respeito. É deseducação mesmo! Então, a pergunta que nos vem à mente é: e tem jeito? No mundo civilizado não é assim, todos respeitam os sinais e as regras do trânsito, de modo que, quem não está habituado com a grosseria que floresce em Salvador, espanta-se.

Achamos que tem solução. Sim; tem jeito, não para os atuais motoristas, que já se acostumaram ao mau comportamento, e “assumem” o carro com ar de superioridade, de quem tudo pode, mas para os futuros motoristas. A solução é fácil: incluir no currículo escolar, desde o primeiro aprendizado de leitura, de modo que os ensinamentos fique gravados na mente, na lembrança de cada um. E tais ensinamentos devem ser mantidos até o momento em que aparece a possibilidade do ingresso na universidade, aprofundando- se na legislação, ensinando civilidade até a legislação e penalidades para os infratores.

Não existe outra forma de educar. Tem que começar cedo, “começar do início” e avançar até a conclusão, com o ensino do DIREITO DO TRÂNSITO. Só a educação soluciona.

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