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Efson Lima

Sobre o autor:

Efson Lima

Acadêmico de Direito da UFBA e Membro do Centro de Estudos e Pesquisas Jurídicas (CEPEJ). Salvador – Bahia.


E-Mail: efsonblima@yahoo.com.br

Os ídolos no direito

O exercício profissional do direito desperta um encantamento nas pessoas, cuja construção dessa figura é decorrente do imaginário histórico concebido responsável por inferir que os profissionais dessa área possuem um vasto conhecimento, importância e reconhecimento na sociedade e ainda há probabilidade acentuada da profissão oferecer rentável retorno financeiro. As vestimentas talares e os ternos demarcam as divisas.

O advogado que é visto como defensor do réu, o promotor que deve estarsempre na acusação e o juiz com sua neutralidaderesponsável por julgar. Ademais, têm-se asfiguras do defensor público e do procurador. Não se trata aqui de um rol exaustivo,haja vista que essa lista poderia ser ampliada.A sociedade os enxergam comosenhores e senhoras responsáveis por determinarem os próximos passos de umindivíduo e da própria sociedade. São tidos como doutores! São ídolos de uma sociedade quecarece de sujeitoscomprometidos com a transformação, com uma aplicação do direito pautado norespeito ao indivíduo e à diversidade.

Para analisar as formações das figuras dos ídolos é importante trazer à baila afigura de Francis Bacon. Ele passou a defenderuma filosofia que favorecesse a humanidade com seus métodos experimentais. Tornou-se um defensor da ciência moderna que libertasse o homem de seus ídolos.Os ídolos em Bacon são as falsas noções que bloqueiam a mente e invadem ointelecto humano impossibilitando o acesso à verdade e gera dificuldades em relaçãoà compreensão das ciências.

Os indivíduos vêem sua própria luz por ângulos diferentes e cometemerros diversos. Com isso, a luz da natureza entra em choque com a luz humana, poiscada um tem os seus ídolos do mundo jurídico, do mundo educacional - geralmenteum professor. São homens “sábios” que usam de suas oratórias para enfatizar odiscurso.
Para expulsar esses ídolos é preciso ter conhecimento dos mesmos a fim deexpurgá-los da mente, além de se conhecer um novo método. É a indução, métodoproposto, pelo qual o homem poderia construir uma nova ciência capaz de interpretarcorretamente a natureza e realizar os anseios do espírito moderno.

Desse modo, precisamos desconstruir o fascínio que a sociedade nutre pelosoperadores do direito, como se estes fossem, exclusivamente, os responsáveis porencontrar metodologias solucionadorasdos problemas que afligem o povo brasileiro.

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