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Alexandro Portela Soares

Sobre o autor:

Alexandro Portela Soares

Acadêmico do curso de Direito e representante do jornal DIREITOS na UNIBE. Itabuna-Bahia.


E-Mail: apsita@hotmail.com

Crack - a droga da destruição (Parte final)

Não são raros os depoimentos de jovens adolescentes e crianças confessando que vendem o próprio corpo para conseguir dinheiro e assim, terem acesso ao crack. Este é apenas um exemplo de como esta droga maldita, retira do indivíduo toda a sua dignidade, visto que uma vez introduzido no mundo do crack o viciado se torna escravo deste vício e comete os mais variados tipos de delitos no anseio de adquirir e saciar a vontade de uso da droga. Portanto, não há como desvincular o aumento da violência em todas as cidades do Brasil, com o aumento e advento do crack nas mais diversas camadas da sociedade.

A reflexão a ser desenvolvida acerca deste problema que atinge de forma avassaladora principalmente as crianças, jovens e adolescentes, passa necessariamente pela discussão das ações geradoras de combate a esse verdadeiro flagelo que é o crack.

Muito se discute sobre violência, sobre seu avanço e como pode ser combatido o avanço do consumo de drogas no país. Os atos de violência quando não passionais, são deflagrados e impulsionados por um fator ou por um conjunto de elementos impulsionadores.

O crack, assim como as demais drogas, são elementos que impulsionam os atos de violência. No entanto, atualmente, o crack é a droga a ser combatida, é a droga que eleva de maneira acentuada a violência em todas as regiões do Brasil. Essa droga possui duas características básicas que a coloca de forma concentrada no ambiente social. Primeiro, é uma droga de baixo valor de mercado e segundo, possui um alto potencial químico, gerando o vício de forma muito rápida. Estas duas características colocam essa droga de maneira rápida e muito presente nos mais diversas locais de acesso aos viciados e principalmente de acesso a novos e desavisados indivíduos que declinam ante este mal e por conseguinte perdem a sua liberdade e a sua dignidade humana.

Diante deste poder devastador do crack, está mantida uma cadeia de outros crimes que prejudicam e assombram toda a sociedade. A prostituição infantil, o mercado clandestino de armas, roubos com uso de armas, pequenos furtos e arrombamentos, são exemplos de delitos praticados diariamente por usuários que necessitam manter-se em contato diário com a droga, vez que não conseguem viver sem a sensação de bem estar passageiro transmitida pelo entorpecente.

Necessário ainda, que se observe que toda essa cadeia de ilícitos mantém as facções criminosas que introduzem uma quantidade cada vez mais crescente desta droga nas ruas das cidades brasileiras.

Muito se discute sobre o assunto, muitos debates são levantados, muitos programas de combate são elaborados, no entanto, as ações que deveriam ser concretas parecem não suficientes para combater este mal devastador. São louváveis a criação e estruturação de órgãos ligados a esfera governamental, para tratar e discutir o avanço do consumo das drogas, a exemplo da SENAD (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) que foi criada pela Medida Provisória nº 1669 e pelo decreto nº 2632 ambos de 19/06/1988, cujo objetivo principal é discutir e trabalhar ações institucionais de combate às drogas. Mesmo valor possui o Fundo Nacional Antidrogas, “que seria responsável por estabelecer critérios para reversão do patrimônio obtido ilicitamente por meio da produção ilegal e trafico de drogas em favor da sociedade”. (Continua na próxima edição).

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