Topo

Artigos

Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

Jornalismo Ambiental

Com a falência do Estado (Primeiro Setor), o qual é responsável diretamente pelas resoluções das questões sociais – incluindo-se aí as ambientais, o setor privado começou a ajudá-lo nestas questões, através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor.

O terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, tendo como papel maior gerar serviços de caráter filantrópicos. E é dentro dessa filosofia que surgem as entidades (ONGs, OSCIPS, entre outras) de defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável, que precisam diretamente de uma parceria com o que chamamos de “quarto poder”, a imprensa, para divulgar suas ações.

Sem sombra de dúvida, um dos principais personagens do terceiro setor é a imprensa, isto por conta de seu preponderante papel na divulgação das ações positivas que as entidades deste importante setor desenvolvem para o bem-estar da coletividade. Mas nem sempre foi assim, por exemplo, até 1995, a pouca cobertura que a Imprensa fazia sobre essas entidades era, normalmente, negativa.

Mas, com a descoberta de que a maioria delas é séria e, portanto, fazem bons trabalhos, ganharam respeitabilidade. E com isso, também ganharam espaços maiores na imprensa, seja ela televisada, escrita ou radiofônica, especialmente quando o assunto é meio ambiente. Nessa linha de raciocínio é que se insere o jornalismo ambiental, que se configura como a especialização da profissão jornalística nos fatos relativos ao meio ambiente, à ecologia, à fauna e à natureza em geral, particularmente no que diz respeito às consequências de iniciativas de desenvolvimento no meio ambiente e na biodiversidade.

Os jornalistas especializados nesse setor incluem em suas pautas as coberturas de eventos como desmatamentos, iniciativas ecológicas, crimes ambientais, as instituições ligadas diretamente à geração de produtos e fatos ambientais, a exemplo das ONGS. Além das políticas públicas para a área, campanhas públicas de conscientização ambiental, bem como as causas ecológicas. No Brasil, o jornalismo ambiental se manifesta nos veículos tradicionais, como jornais e revistas de circulação nacional, mas sua atuação maior é na Web, onde podemos encontrar uma gama de sites e blogs especialistas nessa temática, inclusive regional, como a do advogado e professor-doutorando Guilhardes Júnior – http://guilhardes.com, e a do jornalista Paulo Paiva, http://acordameupovo.blogspot.com, ambos de Ilhéus. Encerramos essa breve análise com as palavras de um árduo defensor dessa causa, Roberto Villar: “O jornalismo ambiental é uma especialização do jornalismo, com todas as regras gerais da profissão.

A reportagem de meio ambiente tem que ser ‘vendida’ como qualquer outra matéria. Deve ser novidade e de interesse público. A linguagem tem que ser simples”.

Eis, em apertadas palavras, o nosso entendimento sobre o supracitado tema.

© 2017 - Jornal Direitos - Todos os direitos reservados
By inforsis and CL