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Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

“Estado Policial"

A falência das instituições, iniciadas com o Ato Institucional Nº. 5 (AI5, criado pelo Presidente da Republica Artur da Costa e Silva em de 13 de fevereiro de 1968), revelada na renúncia do Ex-presidente Fernando Affonso Collor de Mello em 29 de dezembro 1992; desmoralizada com o mensalão – compra ilegal de votos, tráfico de influência, associada ao descrédito do Congresso Nacional, membros suspeitos de delitos graves – atingiu também o Poder Judiciário, eterna jurisprudência de foro privilegiado, criando condições para a eclosão do abuso de poder. O Estado Policial que agora se clarifica, tendo a Policia Federal (PF) como ponta do iceberg, apesar da boa intenção e apoiada pelo povo (é uma das três instituições em que o povo brasileiro mais confia). A prática abusiva domina a burocracia estatal do governo populista-sindical, arrecadação extorsiva, sem retorno em obras; privilégios corporativos e impunidade generalizada, ao contrário da maioria da população que sobrevive sob dificuldade punida quando pratica delito, e precário direito de defesa.

Execução sumária contra delinqüentes e cidadãos comuns, com viés social e racial sem pena de morte legal, caracteriza regime totalitário. Recente prisão de criminosos de colarinho-branco, expoente deste perverso capitalismo mafioso surge oportuno debate, discriminação de classe e impunidade. Mas o foco principal desviado para acessórios, algemas, espetáculo midiático na prisão de ricos, quando humildes são jogados em camburões, entregue aos hospitais, geralmente sem vida. O cerne é a defesa da Constituição, que garante pluralismo, direitos iguais. Combate aos desvios neste contexto de barbárie e imoralidade extrema. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa do Estado de Direito.
Por exemplo, não pode tolerar nefasto treinamento de soldados, como do Batalhão Operacional de zolicias Especial (BOPE) - grupo de forças especiais da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro. ‘Homem de preto, qual é sua missão? É invadir favela e deixar corpo e deixar corpo no chão/Você sabe quem eu sou?/ Sou o maldito cão de guerra/Sou treinado para matar/Mesmo que custe minha vida/ A missão será cumprida/Seja ela onde for/Espalhando a violência, a morte e o terror.

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