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Sônia Mascaro Nascimento

Sobre o autor:

Sônia Mascaro Nascimento

Mestre e doutora em Direito do Trabalho pela USP, membro do Instituto Ítalo- Brasileiro de Direito do Trabalho, consultora-sócia de Amauri Mascaro Nascimento e Sônia Mascaro Advogados, ex-conselheira da OAB/SP e ex-presidenta da Comissão Trabalhista da OAB/SP, consultora e advogada trabalhista e autora diversos livros e artigos jurídicos. São Paulo, Capital.


E-Mail: soniamascaro@amaurimascaro.com.br

Resolução regulamenta o teletrabalho no âmbito do TST

Como quase todas as mulheres, confesso que sou consumista. Já fui apaixonada por algumas grifes, segui modas, comprei coisas por impulso, mas antecedendo a tendência lançada pela Danuza Leão, há certo tempo tenho me livrado dos excessos consumistas que só atrapalham e dão um grande trabalho, como já dizia o velho ditado “quanto mais tens, mais tens que carregar”.

Venho de todas as formas simplificando minha vida. Hoje minha casa representa 20% do tamanho da minha residência anterior e, dos cinco carros que tinha, restou apenas um, que me serve muito bem. Para chegar nisso, fiz um leilão de coisas que acumulei — e que nunca utilizei — o que até me rendeu um bom dinheiro, mas principalmente, me livrou de muitos itens inúteis e que já não gostava mais. Só não abri mão do conforto e da mordomia, hoje muito mais reduzida e eficiente. Novos tempos, novo estilo de vida, muito mais condizente com a atual realidade que prega o fim dos excessos e da ostentação, ou seja, nada mais fora de moda do que ser perua.

Mas por incrível que pareça, quando achei que nada mais me espantaria, fui surpreendida dias atrás com um programa de televisão no qual cinco mulheres deslumbradas, achando-se a quinta-essência da beleza, juventude e poder, se expuseram de forma caricata mostrando seus bens, seus botox e suas mentiras quanto à idade, poder e sobrenome, para uma audiência pasmada diante de tanta imbecilidade, mau gosto e cafonice como nunca se viu em qualquer outro programa de televisão no Brasil e no mundo. Algumas das “velhotas” participantes são muito conhecidas pelos golpes que aplicaram em trouxas que até hoje são obrigados a dar mesadas a essas senhoras, graças a bons advogados que as mantêm no bem-bom como meretrizes, classe que respeito muito mais do que essas ditas madames espertalhonas que envergonham qualquer mulher profissional que se mantém graças ao seu esforço, competência e trabalho.

Quanto à compra de um avião foi puro deboche. Já as joias, roupas e traquitanas devem ter prejudicado em muito as grifes que foram expostas, pois tenho certeza que qualquer mulher de bom gosto pensará duas vezes antes de sair desfilando com as marcas que apareceram sendo usadas pelas doidivanas. O pior de tudo foi a decoradora setentona dizendo que o seu “Lulu” só toma água Perrier... Aí foi demais, duvido que alguém em sã consciência irá procurá-la, pois além de ser conhecida pelo seu extremo mau gosto, a dita cuja passou o recibo de doida.

Só quero ver o que o Ministério da Fazenda vai fazer com o Imposto de Renda dessas coitadas, aí sim o programa fará rir um grande número de brasileiros.

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