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Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

Acidentes de trânsito custam caro ao país

Acidentes de trânsito custam caro a economia do país. São 34 mil pessoas que perdem a vida por ano e outras 100 mil com sequelas graves, vítimas de uma frota de mais de 40 milhões de veículos.

E o resultado de tudo isso é um gasto de R$ 28 bilhões a cada ano para cobrir as despesas geradas pelos acidentes viários. O levantamento faz parte do livro: “Trânsito no Brasil – Avanços e Desafios”, lançado no mês de setembro pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). A entidade calculou a média de recursos aplicados entre o ano de 2003 e 2006, aplicando o mesmo critério para as mortes, os feridos e as colisões.

No estudo a ANTP estimou em mais de 40 milhões a frota de veículos registrada no país, com 27 milhões efetivamente em circulação. A cada ano 3 milhões de veículos novos são comprados pelos brasileiros – sendo que um terço disso são motocicletas.

Há outro número impactante: além dos 3 milhões de carros novos comprados, outros 6 milhões são revendidos. Com esses 9 milhões de veículos negociados por ano, calcula-se que o mercado automotivo brasileiro movimenta cerca de R$ 100 bilhões.

O gasto com os acidentes viários consome mais de 25% de todo o dinheiro arrecadado no setor.

São também 40 milhões de carteiras de motorista no Brasil. Só que 30% das multas não são pagas porque o carro é de estado diferente do local da infração, e a notificação não chega até o infrator.

Ainda segundo dados publicados no livro, além das 34 mil mortes/ano e 400 mil feridos/ano, temos também cerca de 100 mil vítimas/ano do trânsito brasileiro com deficiências temporárias ou permanentes.

E esse quadro não está mais grave ainda (sim, era possível ainda está pior do que está) em virtude do Código de Trânsito Brasileiro (Lei Nº. 9.503/1997).

Elogiado por especialistas em trânsito do país e do exterior, o conjunto de normas foi responsável por uma forte redução nos números de mortes nas ruas e estradas do Brasil – em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, a redução foi de mais de 50%.

Entre os efeitos do Código de Trânsito Brasileiro estão o uso maciço do cinto de segurança, a perda da carteira de habilitação para quem supera os 21 pontos com as infrações cometidas, entre outras medidas.

Longe da perfeição, o nosso Código Brasileiro de Trânsito também é alvo de críticas, especialmente sobre a chamada “indústria da multa” propiciada pela interpretação equivocada dos seus artigos. Somos sabedores que é preciso alguns ajustes, mas também temos a certeza de que sem o CTB, nosso trânsito que é caótico - e mata mais do que muitas guerras civis históricas - estaria muito mais grave.

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